Luísa Salgueiro reforça votação, mantém maiorias e conquista novo mandato em Matosinhos — mas perde um vereador; CDU sai do Executivo

Luísa Salgueiro saiu vencedora das eleições autárquicas em Matosinhos, conquistando um terceiro mandato com maioria absoluta na Câmara Municipal, na Assembleia Municipal e nas dez freguesias recentemente desagregadas. A candidata socialista recebeu mais seis mil votos do que em 2021, mas, apesar do reforço, o PS perde um vereador em relação ao anterior Executivo. A CDU deixa de ter representação no município.
À chegada à sede do PS de Matosinhos, pouco antes das 23h00, a autarca foi recebida em ambiente de festa, com palmas, gritos de "PS, PS, PS!" e lançamento de confetes. Num discurso marcado pela emoção, afirmou: "A palavra de hoje é vitória, vitória, vitória." Salgueiro destacou que todos os objetivos foram cumpridos: vencer a Câmara, a Assembleia Municipal e as dez freguesias — "ganhámos tudo o que tínhamos para ganhar".
A autarca reeleita deixou críticas à "política de mesquinharia" que diz ter sido usada por alguns adversários na campanha, garantindo que da parte do PS prevaleceu a humildade. Sublinhou ainda que o ciclo eleitoral terminou e que não há espaço para divisões: "Esta não é uma vitória contra ninguém. Não temos mais adversários. O nosso papel é unir todos os matosinhenses. Sabem com o que podem contar: trabalhar e servir os interesses da população de Matosinhos."
Do lado da oposição, Bruno Pereira, candidato da coligação PSD/CDS-PP, assumiu a derrota, mas mostrou satisfação pelo crescimento da votação em comparação com 2021. "Existe desalento, mas serenidade. Creio que será um dos melhores resultados de sempre do PSD e do CDS em Matosinhos", afirmou, garantindo que continuará o seu projeto político. "Sou resiliente. Dei o meu melhor e continuarei a dar."
Nas contas finais, o PS elege seis vereadores (menos um que no mandato anterior), o PSD sobe para três, e o Chega conquista dois vereadores, liderados por António Parada. A CDU perde o seu único representante, José Pedro Rodrigues, que integrava o Executivo cessante.
